Em nota pública ao povo brasileiro, a CNBB chama atenção para feminicídios, racismo, crise climática e a precarização das relações de trabalho.
Publicado: 27 Abril, 2026 - 13h57 - Escrito por: Redação CUT | Editado por: Walber Pinto.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta sexta-feira (24), uma nota em que faz um alerta sobre o agravamento de diferentes formas de violência e desigualdade no país, com destaque para a violência contra as mulheres, o racismo, a precarização das relações de trabalho e a crise climática.
No documento, a CNBB também aborda temas como a violência contra povos indígenas e comunidades tradicionais e a desinformação. Segundo a entidade, “vivemos tempos de incertezas e sofrimentos”.
Violência contra a mulher
A carta destaca que as mulheres seguem expostas a diferentes formas de violência, que vão desde agressões físicas, sexuais e psicológicas até o controle econômico. A CNBB também chama atenção para a perseguição digital e ressalta que essas violências afetam de forma ainda mais intensa mulheres pobres, negras, periféricas, indígenas e moradoras de áreas rurais.
O alerta da entidade ocorre em um momento de aumento dos casos de feminicídio no Brasil e de forte debate político sobre o enfrentamento à misoginia. Nesse contexto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu prorrogar a tramitação do chamado “PL da Misoginia” e optou pela criação de um grupo de estudo para aprofundar a discussão sobre o tema.
A medida gerou críticas diante da urgência imposta pelos crescentes índices de violência contra as mulheres, já que parte da sociedade esperava uma resposta legislativa mais rápida e efetiva.
A entidade se posiciona em um momento de aumento dos casos de feminicídio no Brasil e de debate sobre a demora na tramitação de medidas legislativas de combate à misoginia.
Racismo
Sobre o racismo, a entidade afirma que o Brasil ainda não enfrentou esse problema de maneira corajosa e reconhece que a história do país carrega uma dívida que exige reparação. Para a CNBB, o combate ao racismo precisa ser tratado com mais seriedade e compromisso.
Pejotização
Outro ponto abordado é o avanço da chamada “pejotização”, tema que já vinha sendo discutido pela Comissão Episcopal Sociotransformadora da CNBB. A instituição demonstra preocupação com o debate no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a substituição de contratos de trabalho regidos pela CLT por vínculos mais precários de prestação de serviços.
Segundo a nota, “onde desaparece o Estado, vigora a lei do mais forte”.
Crise climática
A CNBB também alerta para o agravamento dos extremos climáticos e critica modelos de exploração que colocam em risco tanto o meio ambiente quanto a dignidade humana. A entidade reforça que não se pode sacrificar a natureza e as pessoas em nome do lucro e afirma que “toda a Casa Comum sofre com a devastação”.
A carta completa pode ser acessada neste link
com informações da Revista Fórum*
Fonte: https://www.cut.org.br/
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